O Município: Histórico | Localização | Hospedagem | Gastronomia | Pontos Turísticos | Legislação

Tapes foi habitada inicialmente por índios tupis-guarani, atraídos pela fertilidade do solo e pela abundância das pastagens da região. A primeira sede do município era denominada Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Camaquã, criada em agosto de 1833. Sua emancipação política e administrativa ocorreu em 12 de maio de 1852, mas por questões políticas ou econômicas a Freguesia passava a integrar ora ao território de a Porto Alegre e em outras circunstâncias subordinava-se a Camaquã. As águas da Lagoa dos Patos, em cujas margens a cidade localiza-se, tornam o município reconhecido por competições naúticas como a já tradicional "Travessia do Pontal de Tapes". Além do turismo, o município é um dos mais importantes produtores de arroz da Região Sul do estado.
Mais informações:
O Município de Tapes, está localizado, no Estado do Rio Grande do Sul extremidade sul do País, possuindo uma área territorial de 806,65 Km², com aproximadamente 17.000 habitantes.
A população está fixada em maior concentração, na zona leste do Município, onde o relevo é suave, o que facilitou o assentamento humano.
A região foi habitada por índios da tradição Tupi-Guarani. Por volta de 1808, atraídos pela fertilidade do solo e pela abundância das pastagens da região, imigrantes açorianos estabeleceram-se na área, instalando estâncias e charqueadas que foram a base da economia local por algum tempo.
Posteriormente, decorrentes da própria configuração geográfica, desenvolveram-se a prática da agricultura e da pecuária que constituem atualmente a principais riquezas do Município.
Mesclado com a cultura indígena, os açorianos e negros, seguidos dos imigrantes, desenvolveram aqui suas tradições, seus usos e costumes que hoje ainda fazem parte do nosso cotidiano. Em 1824, Patrício Vieira Rodrigues, adquiriu antiga a Sesmaria de Nossa Senhora do Carmo. No ano seguinte, estabeleceu uma charqueada no foz de um arroio na Lagos dos Patos, e passou a chamar-se Arroio da Charqueada. Em função desta atividade é criado no local, um porto, que deu origem à Cidade de Tapes.
A primeira sede do Município, denominada Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Camaquã, foi criada dia 29 de Agosto de 1833. sua emancipação política e administrativa ocorreu em 12 de Maio de 1857 mas por questões políticas ou econômicas, a Freguesia passava a integrar ora no território de Porto Alegre, ora de Camaquã, chegando inclusive a pertencer a Triunfo e Rio Pardo.
Em 16 de Dezembro de 1857, foi elevada à categoria de Vila, sendo esta a data considerada como a de emancipação política do Município.
Em 25 de Junho de 1913, o Município desincorporou-se definitivamente de Porto Alegre e, em 22 de Maio de 1929, através de um plebiscito, foi realizada a transferência da Sede da Vila de Nossa Senhora das Dores para o Porto de Tapes, então 2º distrito. Posteriormente, o Decreto nº 10 de 21 de Setembro de 1929, muda o nome de “Município de Dores de Camaquã” para “Município de Tapes”, sendo Primeiro Intendente o Sr. Manoel Dias Ferreira Pinto.
Pré-História
Os Povos Pré-históricos do Município eram os Patos, de cultura Guarani, um ramo dos Quíchuas do Peru (também conhecidos por Incas). Povos pacíficos de cultura Neolítica. Os patos foram caçados por aventureiros paulistas que vinham de barco e os levavam para São Paulo como escravos.
Foi tão intenso esse tráfico, que São Paulo, falava 2/3 o Guarani e não o Português. Em São Paulo morriam desidratados pois eram obrigados a vestir roupas de lã (estilo português) e a trabalhar na lavoura sob escaldante sol tropical. Relatos da época diziam que os indígenas eram sem moral pois não tinham vergonha de mostrar suas genitálias. Os que se recusavam a vestir-se eram condenados pelos Tribunais da Santa Inquisição que atuaram no Brasil-Colônia.
No Século XVII, os Padres Jesuítas Espanhóis, com sede em Assuncion, no Paraguai, resolveram estabelecer reduções à margem esquerda do Rio Jacuí. Roque Gonzáles, padre jesuíta vindo de Guairá, fundou a primeira redução, próximo a atual cidade de Ijuí. Um século mais tarde as reduções se espalhavam por boa parte do atual Rio Grande do Sul.
No Município de Tapes havia uma Fazenda de gado no Morro da Formiga, margem direita do canal de Itapoá (pedra redonda). Em 1752 essas reduções foram arrasadas pelo exército português pois os Caciques Sepé Tiaruju e Nicolas Nhemguirú recusaram-se a cumprir o que determinava o Tratado de Madrid, assinado dois anos antes. O gado jesuítico permaneceu como gado sem dono, espalhado pela vastidão do pampa gaúcho (e era chamado de gado chimarrão). Servia de alimento aos índios charruas que habitavam o extremo sul do Rio Grande, altamente belicoso e nômade.
Foi do cruzamento desse índio com o europeu que surgiu o gaúcho. Para aproveitar esse gado chimarrão, surgiram as Charqueadas. Inicialmente em Pelotas, e mais tarde por toda a margem direita da Lagoa dos Patos. O gaúcho caçava o gado selvagem no campo e o vendia nas charqueadas, onde os escravos faziam o charque e os portugueses ficavam com o lucro.
Em Tapes, a realidade não foi diferente. Era assim que funcionava a charqueada de Brígida Calderon e Patrício Vieira Rodrigues. Localizava-se à margem direita da Sanga da Charqueada, no local onde atualmente se localiza o Loteamento Luis Carlos Wolf. Havia um ancoradouro de barco onde hoje se localiza o Camping Municipal Antonio Joaquim Simchen, onde ancorava um barco de nome Tapes, por isso o local era chamado de Porto de Tapes. A erva mate era mascada pelos índios Guaranis, pois ela combatia a fadiga.
Esse hábito foi assimilado pelos bandeirantes. Como não havia pés de erva mate em todos os locais, a bandeira e Antonio Raposo Tavares resolveu secar a erva e levá-la na bandeira, daí surgiu nosso tradicional chimarrão. Há suas controvérsias quanto a existência de uma tribo indígena denominada Tapes, o termo era usado pelos bandeirantes paulistas para designar os índios a aldeias do Rio Grande do Sul.
Rua Cel. Pacheco, 198 - Cep 96760 - 000 Tel. (51) 3672 - 1788 | Logar no Portal | Webmail